domingo, 25 de outubro de 2009

ATIVIDADES IFANTIS
Nome do jogo: O Limite da Imaginação
Categoria: Criatividade
Local de Desenvolvimento: Sala de aula
Idade: 5 anos e acima
Material necessário: Nenhum
Habilidades ou Qualidades Trabalhadas: Memória associativa, Memória visual, senso de Organização, Lógica, Linguagem, Atenção, etc.

Formação: As crianças ficam sentadas normalmente em suas carteiras, ou à vontade em um círculo.
Desenvolvimento: O Orientador irá perguntando à toda classe, sem se dirigir especificamente a nenhum dos alunos. "Vamos imaginar uma coisa: muito macia, muto fria, muito pesada, muito pequena, muito cheirosa, muito quente. Vamos imaginar uma coisa: Azul, verde, amarela, vermelha, etc."
Depois ele pode fazer as mesmas perguntas com sons, lugares, comidas, etc. Enquanto pergunta, o orientador analisa a atitude da classe e estimula as respostas. Variante: O orientador pede para classe adivinhar o que do que ele está falando. Isto é, ele diz: "É um objeto ou coisa redonda, de cor vermelha, serve para isso ou aquilo...", etc.


Nome jogo: Palavras Enigmáticas

Categoria: Criatividade Lógica
Local de Desenvolvimento: Sala de aula
Idade: 5 anos e acima
Material necessário: Papel e lápis
Habilidades ou Qualidades Trabalhadas: Memória associativa, Memória visual, Lógica, Linguagem, Criatividade, Estética, Vocabulário, etc.

Formação: As crianças ficam sentadas à vontade, no chão ou em torno de uma mesa.
Desenvolvimento: Os jogadores dividem-se em dois grupos, cada qual sentado em torno de uma mesa. Cada grupo envia um participante ao orientador, que lhes murmura no ouvido uma palavra secreta. De volta à mesa, os dois jogadores traçam desenhos no papel, procurando explicar a palavra dada; não podem falar, apenas acenar NÃO ou SIM com a cabeça diante dos palpites do grupo. Se a palavra for, por exemplo, "soldado", basta desenhar um "sol" e um "dado". Caso adivinhem a palavra, ele voltará ao orientador para receber uma nova. Vence o grupo que conseguir adivinhar o maior número de palavras dentro de um prazo definido. Exemplo de palavras para este jogo: Pé-de-cabra, quebra-luz, beija-flor, novela, pelado, casario, casacão, etc.
NUNCA ESTAMOS REALMENTE SÓS

Quem na vida nunca enfrentou dificuldades? Talvez alguém muito jovem, que ainda muito pouco viveu e que goze de uma boa estrutura familiar e escolar, possa dizer que nunca enfrentou uma situação difícil.
Com o passar do tempo, porém, à medida que a vida avança, são cada vez mais comuns as situações adversas.
Inúmeras são as dificuldades: a perda de um ente querido, a separação da família, a perda de um emprego que garante o sustento, os insucessos econômicos, as dificuldades no estudo.
Para cada um de nós situações diferentes representam diferentes graus de adversidade, mas todos lembramos facilmente delas.
Frequentemente despreparados para enfrentar tais situações, deixamo-nos levar por sentimentos de tristeza, de desespero e de impotência perante o fato.
Comumente, expomos nossa situação a familiares, amigos e, não raramente, pessoas não muito próximas, que se disponham a nos escutar.
Falando constantemente sobre o fato que nos preocupa permanecemos imersos nos sentimentos negativos, mantemos nossa mente agitada, entristecida e, até mesmo, revoltada.
Não faltam, nessas situações, opiniões diversas, de pessoas bem intencionadas, porém que nos deixam confusos, frequentemente sem encontrar uma solução.
Poucas são as pessoas que se recolhem e buscam em si mesmas a real causa de tal insucesso, tentando, a partir dessa reflexão, modificar seu comportamento, ou encontrar uma solução eficaz.
Muitos dizem se sentir sozinhos frente às dificuldades e, por este motivo, esperam opiniões e conselhos de todos aqueles que se dispuserem a dá-los.
Falsa ideia a da solidão. Aqueles que dela se queixam se esquecem de que temos, ao nosso lado, sempre pronto a nos ajudar, alguém que só quer o nosso bem.
Muitos de nós costumávamos pedir proteção a esse alguém, quando crianças, dirigindo-lhe uma prece, antes de dormir. Ao crescermos, esquecemos de tal atitude.
Nosso Espírito protetor ou anjo da guarda está sempre presente, desde nosso nascimento até quando, ao final da vida física, voltamos à pátria espiritual, podendo ainda nos acompanhar em futuras existências.
Silenciosamente, espera uma oportunidade de ser ouvido. Ele nos fala à mente e o podemos ouvir na forma de intuição ou de boas ideias.
Para que essas intuições ou ideias cheguem ao nosso consciente é necessário que tenhamos a mente pronta para as receber. Obviamente, em meio à agitação e aos sentimentos negativos não teremos paz de espírito para tal.
Tornamo-nos receptivos por meio do recolhimento, do silêncio, da oração, da meditação, ou dos sonhos durante um sono calmo.
São muitos os relatos dos que, depois de orar com real recolhimento e, portanto, sintonizando com o mundo espiritual que nos guia, encontraram uma solução, ou, pelo menos, consolo e paz diante de uma dificuldade.
* * *
Lembremo-nos sempre desse auxílio que Deus deixa à nossa disposição, e que não nos falta nunca.
Tenhamos a certeza de que, se um dia nos sentimos sem recurso, isto não é verdade, pois nunca estamos realmente sós!

Redação do Momento Espírita.
Em 22.10.2009.
A PRIMEIRA PRECE

Na madrugada o homem, sequioso de aventuras, chegou ao deserto de Gila, no Novo México.
Estacionou o caminhão e iniciou a caminhada de 32 quilômetros, para se encontrar em um acampamento, com seu grupo de alunos.
O verão era implacável e o sol ardia como fogo. O professor começou a sentir que as botas não eram as ideais para aquele clima. Parou, arejou os pés, colocou outras meias, acelerou o passo, reduziu a marcha. Nada funcionou.
Ao cair da noite, chegou ao acampamento. Os pés estavam uma chaga viva. Eram bolhas e machucados o que viu quando descalçou as botas.
Apesar de tudo nada comentou com ninguém.
Dialogou com os instrutores e com os garotos. A madrugada o surpreendeu em repouso.
Quando a manhã se fez clara, veio o alarme. Um dos garotos sumira.
O professor sentiu o peso da responsabilidade, antevendo as ameaças do deserto cruel que o menino iria enfrentar. Calçou as botas outra vez e teve a impressão de estar andando sobre vidro quente. Tropeçou, arrastou os pés. Tentou pensar em algo para se distrair, esquecer a dor. Tudo em vão.
A dor foi se tornando sempre maior, insuportável.
Finalmente, ele alcançou a trilha que saía de uns arbustos e seguiu direto ao rio que descia das montanhas, através de sombrios desfiladeiros.
Ao ver a água, colocou os pés calçados dentro dela. Esperava alívio mas a sensação foi de milhares de agulhadas perfurando-lhe as bolhas.
Deixou escapar um grito estridente do peito e se jogou na água, por inteiro. A dor aumentou.
Não havia solução. Ele não conseguia mais andar e onde se encontrava, com certeza demoraria dias para ser encontrado. E o garoto? Era preciso encontrar o garoto.
Uma idéia tomou vulto em seu cérebro e ele começou a implorar, até sua voz ecoar num brado sempre mais alto:
Um cavalo. Por piedade. Preciso de um cavalo.
Depois, como um lamento, colocou toda sua alma na palavra seguinte:
Jesus!
E prosseguiu repetindo:
Jesus. Um cavalo. Jesus.
Era a primeira vez que orava.
Um cavalo apareceu. Era real. Não era alucinação. Ele o montou por toda a noite, até encontrar o garoto.
Cedo, dois vaqueiros procuraram o animal que lhes fugira, não saberiam eles dizer o porquê.
Mas o professor sabia. Sua prece fora ouvida e atendida. Por isso, emocionado, ali mesmo, pronunciou a segunda prece de sua vida: a prece da gratidão.
* * *
A oração deveria fazer parte de nossa vida.
Orar jamais deveria ser nosso último recurso, mas o primeiro a ser buscado.
A prece movimenta profundas forças que concorrem para reverter quadros enfermiços, enquanto alimenta com novo vigor a esperança e restabelece o bom ânimo.

Redação do Momento Espírita com base no artigo Minha única prece,
publicado na Revista Seleções Reader´s Digest, de junho/1998.
Em 23.10.2009.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

DOUTRINA ESPÍRITA
OS LIVROS BÁSICOS
O Livro dos Espíritos Publicado em 18 de Abril de 1857
Este é o livro básico da Filosofia Espírita.Nele estão contidos os princípios básicos do Espiritismo, tal como foram transmitidos pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, através do concurso de diversos médiuns.Seu conteúdo é apresentado em 4 partes: Das causas primárias, Do mundo espírita ou dos espíritos, Das leis morais e Das esperanças e consolações.Eis alguns assuntos de que trata: prova da existência de Deus, Espírito e Matéria, formação dos mundos e dos seres vivos, povoamento da Terra, pluralidade dos mundos, origem e natureza dos Espíritos, perispírito, objetivos da encarnação, sexo nos Espíritos, percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos, aborto, sono e sonhos, influência dos Espíritos nos acontecimentos da vida, pressentimentos, Espíritos protetores e outros temas de real interesse ao homem atual.Na parte relativa às Leis Morais, os temas versam sobre o bem e o mal, a prece, necessidade do trabalho, casamento, celibato, necessário e supérfluo, pena de morte, influência do Espiritismo no progresso da Humanidade, desigualdades sociais, igualdade dos direitos do homem e da mulher, livre- arbítrio e conhecimento de si mesmo.E, finalmente, na última parte, refere-se aos temas: perdas de entes queridos, temor da morte, suicídio, natureza das penas e gozos futuros, Paraíso, Inferno e Purgatório.É um livro que abre novas perspectivas ao homem, pela interpretação que dá aos diversos aspectos da vida, sob o prisma das Leis Divinas, da existência e sobrevivência do espírito e sua evolução natural e permanente, através das encarnações sucessivas.Seus ensinamentos conduzem o homem atual à redescoberta de si mesmo, no campo do espírito, fornecendo-lhe recursos para que compreenda, sem mistério, quem é, de onde veio e para onde vai.
O Livro dos Médiuns Publicado em Janeiro de 1861
Este livro reúne o ensino especial dos Espíritos Superiores sobre a explicação de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com os espíritos, o desenvolvimento da Mediunidade, as dificuldades e os tropeços que eventualmente possam surgir na prática mediúnica.É constituído de duas partes: Noções preliminares e Das Manifestações espíritas.Dentre os vários assuntos que aborda, destaca-se: provas da existência dos espíritos, o maravilhoso e o sobrenatural, modos de se proceder com os materialistas, três classes de espíritas, ordem a que devem obedecer aos estudos espíritas; a ação dos espíritos sobre a matéria, manifestações inteligentes, as mesas girantes, manifestações físicas, visuais, bi-corporeidade, psicografia, laboratório do mundo invisível, ação curadora, lugares Assombrados (com comentários sobre o exorcismo); tipos de médiuns e sua formação, perda e suspensão da Mediunidade, inconvenientes e perigos da Mediunidade, a influência do meio moral do médium nas comunicações espíritas, mediunidade nos animais, obsessão e meios de combatê-la; trata também de assuntos referentes à identidade dos Espíritos, às evocações de pessoas vivas, à telegrafia humana, além de vários temas intimamente relacionados com o Espiritismo experimental. Não menos importantes são os capítulos dedicados às reuniões nas sociedades espíritas, ao regulamento oficial da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e ao Vocabulário Espírita.Como se observa, o Livro dos Médiuns é a obra básica da Ciência Espírita; graças a ele, o Espiritismo firmou-se como Ciência Experimental.Embora publicado há mais de 130 anos, seu conteúdo é atual; seus ensinamentos permitem ao leitor estabelecer relações evidentes da Ciência Espírita com várias conquistas científica da atualidade.
O Evangelho Segundo o Espiritismo Publicado em Abril de 1864
Enquanto o Livro dos Espíritos apresenta a Filosofia Espírita e o Livro dos Médiuns a Ciência Espírita, O Evangelho Segundo o Espiritismo oferece a base do roteiro da Religião Espírita.
Logo na introdução deste livro, o leitor encontrará as explicações de Kardec sobre o objetivo da obra, esclarecimentos sobre a autoridade da Doutrina Espírita, a significação de muitas palavras freqüentemente empregadas nos textos evangélicos, a fim de facilitar a compreensão do leitor para o verdadeiro sentido de certas máximas do Cristo, que à primeira vista podem parecer estranhas.Ainda na introdução, refere-se a Sócrates e a Platão como precursor da Doutrina Cristã e do Espiritismo.
O Evangelho Segundo o Espiritismo compõe-se de 28 capítulos, 27 dos quais dedicados à explicação das máximas de Jesus, sua concordância com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situações da vida.O último capítulo apresenta uma coletânea de preces espíritas, sem, entretanto, constituir um formulário absoluto, mas uma variante dos ensinamentos dos Espíritos, no campo da moral.Os ensinamentos que contém são adaptáveis a todas as pátrias, comunidades e raças. É o Código de princípios morais do Universo, que restabelece o ensino do Evangelho de Jesus, no seu verdadeiro sentido, isto é, em Espírito e Verdade.Sua leitura e estudo são imprescindíveis aos espíritas e a todos que se preocupam com a formação moral das criaturas, independente da crença religiosa.É fonte inesgotável de sugestões para a construção de um Mundo de Paz e Fraternidade.
O Céu e o Inferno Publicado em Agosto de 1865
Denominado também “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”, este livro oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual.Na primeira parte, são expostos vários assuntos: causas do temor da morte, porque os espíritas não temem a morte, o céu, o inferno, o inferno cristão imitado do pagão, os limbos, quadro do inferno pagão, esboço do inferno cristão, purgatório, doutrina das penas eternas, código penal da vida futura, os anjos segundo a igreja e segundo o Espiritismo; aborda também vários pontos relacionados com a origem da crença nos demônios, segundo a Igreja e o Espiritismo, intervenção dos demônios nas modernas manifestações, a proibição de evocar os mortos.A segunda parte deste livro é dedicada ao Passatempo; Kardec reuniu várias dissertações de casos reais, a fim de demonstrar a situação da alma, durante e após a morte física, proporcionando ao leitor amplas condições para que possa compreender a ação da Lei de Causa e Efeito, em perfeito equilíbrio com as Leis Divinas; assim, constam desta parte, narrações de espíritos infelizes, espíritos em condições medianas, sofredores, suicidas, criminosos e espíritos endurecidos.: O Céu e o Inferno coloca ao alcance de todos o conhecimento do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina, em concordância com o princípio evangélicoA cada um, segundo suas obras”.
A Gênese Publicado em Janeiro de 1868
“Esta nova obra, esclarece Kardec, é mais um passo no terreno das conseqüências e das aplicações do Espiritismo. Conforme seu título o indica, ela tem por objeto o estudo dos três pontos, até agora, diversamente interpretados e comentados: a Gênese, os Milagres e as Predições, em suas relações com as novas leis decorrentes da observação dos fenômenos espíritas”.Assim, em seus 18 capítulos, destacam-se os temas: caráter da revelação Espírita, existência de Deus, origem do bem e do mal, destruição dos seres vivos uns pelos outros; refere-se à uranografia geral, com várias explicações sobre leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da terra, o dilúvio bíblico e os cataclismos futuros; em seguida, apresenta interessante estudo sobre a formação primária dos seres vivos, o princípio vital,a geração espontânea, o homem corpóreo e a união espiritual à matéria.No tocante aos Milagres, expõe amplo estudo, no sentido teológico e na interpretação espírita; faz comentários sobre os fluidos, sua natureza e propriedades, relacionando-os com a formação do perispírito, e, ao mesmo tempo, com a causa de alguns fatos tidos como sobrenaturais.Desta forma, dá explicação de vários “milagres”contidos nos Evangelhos, entre eles, O Cego de Betsaida, Os dez leprosos, O Cego de nascença, O paralítico da piscina, Lázaro, Jesus caminhando sobre as águas, A multiplicação dos pães e outros.
Posteriormente, expõe a teoria da Presciência e as Predições do Evangelho, esclarecendo suas causas, à luz da Doutrina Espírita.Finalizando, este livro apresenta um capítulo intitulado “São chegados os tempos”, no qual aborda a marcha progressiva do Globo, no campo físico e moral, impulsionada pela Lei do Progresso.Com este livro completa-se o conjunto das Obras Básicas da Codificação Espírita, também denominado “Pentateuco Kardequiano”.

Obras Póstumas Publicado em 1890
Este livro foi publicado somente 21 anos após a desencarnação de Allan Kardec.Constam dele a biografia de Allan Kardec (transcrita da Revista Espírita de maio de 1869) e o discurso de Camille Flammarion, pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec. Ao lado das obras da Codificação Espírita que formam o “Pentateuco Kardequiano”, Obras Póstumas constitui valiosa contribuição ao esclarecimento de vários temas fundamentais do Espiritismo, como: Deus, a alma, a criação, caracteres e conseqüências religiosas das manifestações dos espíritos, o perispírito como princípio das manifestações, manifestações visuais, transfiguração, emancipação da alma, aparição de pessoas vivas, bi-corporeidade, obsessão e possessão, segunda vista, conhecimento do futuro, introdução ao estudo da fotografia e da telegrafia do pensamento.Allan Kardec apresenta vasto estudo obre a natureza do Cristo, sob vários ângulos e incorpora a este estudo a opinião dos apóstolos e a predição dos profetas, com relação a Jesus.Paralelamente trata também da teoria da beleza, estendendo os comentários à música celeste, à música espírita e encerra a primeira parte deste livro, com a exposição do tema “As alternativas da Humanidade”.Na segunda parte relata, com detalhes, sua iniciação no Espiritismo, a revelação de sua missão, a identificação de seu Guia espiritual, além de outros fatos relacionados a acontecimentos pessoais.Complementando, faz a apresentação da “Constituição do Espiritismo”, destacando a necessidade de se estabelecer uma Comissão Central para orientar o desenvolvimento doutrinário.É oportuno salientar que desta Constituição nasceu o Movimento de Unificação dos Espíritas do Estado de S. Paulo, que vem sendo coordenado pela U.S.E - União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo desde sua fundação em 1947.
Outras Publicações
Revue Spirite (Revista Espírita de 1858 a 1869)
O que é o Espiritismo
A Prece
Coletânea de Preces Espíritas
A Obsessão
Da Comunhão do Pensamento
O Principiante Espírita
Definições Espíritas
Iniciação Espírita
Viagem Espírita em 1862
A História de um Espírito
O Cachorro e o Coelho

Eram dois vizinhos.
O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Ele comprou um cão pastor alemão.
Papo de vizinho:

__Mas ele vai comer o meu coelho.
__De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho.
E parece que o dono do cachorro tinha razão.
Juntos cresceram e amigos ficaram.Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.
Domingo, à tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha.
Pasmo, trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo.
Dizia o homem: - O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso! Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se olhavam.
O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
__Já pensaram como vão ficar as crianças?

Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:
__Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha.

E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?- O coelho, o coelho...

- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!

- Na sexta?
- Foi antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa.
Mas o grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância.
Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele... Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo. E o ser humano continua o mesmo, sempre julgando os outros...
Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade? Histórias como esta são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes fazemos os outros sofrerem por nosso injusto julgamento, pense...

"A vida tem quatro sentidos: Amar, Sofrer, Lutar e Vencer".

Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre que possível... Mas não julgue diante da 1ª. Visão ou do primeiro comentário.
A Doutrina Espírita, através de estudos experimentais, esclareceu a respeito da comunicabilidade entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual, elucidando o quanto este fenômeno é comum e natural, demonstrando que o intercâmbio sempre aconteceu em todas as épocas da humanidade e em todas as civilizações.

À época da Codificação, a evocação de Espíritos era uma prática muito frequente, sendo utilizada por Allan Kardec para estudos diversos. Em algumas oportunidades, antigos membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas foram evocados e relataram sua situação no além-túmulo.
É bem verdade que diante da dor causada pela desencarnação de um ente querido, os Espíritos separados - encarnados e desencarnados - sentem saudade e a necessidade do reencontro, o que é plenamente possível.
Vejamos valiosa lição deixada por Chico Xavier neste sentido: Quando o seu trabalho de psicografia estava no auge, ele recebia inúmeros pedidos de parentes para receber mensagens dos entes queridos desencarnados. Chico, na sua humilde sabedoria, sempre evitou levar nomes para serem evocados para este fim e se justificava dizendo: “o telefone toca de lá para cá”.
No atual contexto do movimento espírita, a evocação dos espíritos está quase totalmente esquecida, dando-se preferência às manifestações espontâneas. Kardec informa, no capítulo XXV do Livro dos Médiuns, que devemos usar “as duas maneiras de agir” (evocações e espontaneidade), pois as duas “têm suas vantagens e só haveria inconveniente na exclusão de uma delas.”
No Livro dos Espíritos, a questão 935 explora este assunto. Na época, muitos consideravam que as comunicações de além-túmulo eram profanação. Os Espíritos da Codificação esclarecem que não há profanação nestas mensagens, desde que “haja recolhimento e quando a evocação seja praticada respeitosa e convenientemente.” Para reforçar esta opinião, os respondentes lembram dos Espíritos que acodem com prazer ao nosso chamado. Sentem-se felizes quando nos lembramos deles e por se comunicarem conosco.
Certamente este tipo de comunicação só deve ser praticada por grupos experientes, que tratam a questão com a seriedade devida. Caso contrário, permanecerão sob jugo de Espíritos enganadores e brincalhões, que existem por toda parte.
A Doutrina Espírita nos ensina que a possibilidade de comunicação vai depender da situação em que o Espírito se encontre. Alguns estão em estado de perturbação que não os permitem se comunicar, enquanto outros podem estar cumprindo tarefas importantes que os impedem de fazerem contato. Por isso devemos ter muita paciência e compreensão e aguardar o momento propício para que a comunicação aconteça. Os Espíritos que são desprendidos da matéria desde a vida terrena, tomam consciência de que estão fazendo parte da vida espírita bem cedo, porém aqueles que viveram preocupados apenas com seu lado material permanecem no estado de ignorância por longo tempo.
Emmanuel foi um grande defensor da espontaneidade em todas as comunicações com o invisível. Recomenda que o espírita-cristão deve encontrar na sua fé o mais alto recurso de cessação do egoísmo humano, ponderando quanto à necessidade de repouso daqueles a quem amou, esperando a sua palavra direta quando e como julguem os mentores espirituais conveniente e oportuno. Devemos pedir sem exigir, orar sem reclamar, observar sem pressa, considerando que a esfera espiritual nos conhece os méritos e retribuirá os nossos esforços de acordo com a necessidade de nossa posição evolutiva e segundo o merecimento de nosso coração.
Portanto, por todos estes fatores, embora seja possível se comunicar com entes queridos que já partiram, é importante que procuremos uma Casa Espírita onde os dirigentes sejam pessoas idôneas. Mesmo assim, é mais prudente tomarmos muito cuidado com as comunicações de parentes desencarnados, pois na maioria das vezes não há como identificar se ela é autêntica, principalmente se é dada por médiuns sem preparo para a tarefa. Freqüentemente, Espíritos enganadores estão ligados a estes médiuns, brincando com a dor alheia ou então estimulando o ego do médium, emprestando a este uma importância que não tem.
No mais, lembremos que existe um meio muito comum de comunicação entre os dois planos da vida: através dos sonhos. Durante a emancipação provocada pelo sono, o Espírito encarnado tem ampliada sua sensibilidade e seus sentidos, podendo se encontrar e manter diálogos com os Espíritos desencarnados de sua afeição.
Vinte serviços que o Espiritismo faz por você


1. Integra você no conhecimento de sua posição de criatura eterna e responsável, diante da vida.
2. Expõe o sentido real das lições do Cristo e de todos os outros mentores espirituais da Humanidade, nas diversas regiões do Planeta.
3. Suprime-lhe as preocupações originárias do medo da morte, provando que ela não existe.
4. Revela-lhe o princípio da reencarnação, determinado o porquê da dor e das aparentes desigualdades sociais.
5. Confere-lhe forças para suportar as maiores vicissitudes do corpo, mostrando a você que o instrumento físico nos reflete as condições ou necessidades do espírito.
6. Tranqüiliza você com respeito aos desajustes da parentela, esclarecendo que o lar recebe não somente os afetos, mas também os desafetos de existências passadas, para a necessária regeneração.
7. Demonstra-lhe que o seu principal templo para o culto da presença Divina é a consciência.
8. Liberta-lhe a mente de todos os tabus em matéria de crença religiosa.
9. Elimina a maior parte das suas preocupações acerca do futuro além da morte.
10. Dá-lhe o conforto do intercâmbio com os entes queridos, depois de desencarnados.
11. Entrega-lhe o conhecimento da mediunidade.
12. Traça-lhe providências para o combate ou para a cura da obsessão.
13. Concede-lhe o direito à fé raciocinada.
14. Destaca-lhe o imperativo da caridade por dever.
15. Auxilia você a revisar e revalorizar os seus conceitos de trabalho e tempo.
16. Concede-lhe a certeza natural de que, se beneficiamos ou prejudicamos alguém, estamos beneficiando ou prejudicando a nós próprios.
17. Garante-lhe serenidade e paz diante da calúnia ou da crítica.
18. Ensina você a considerar adversários por instrutores.
19. Explica-lhe que, por maiores sejam as suas dificuldades exteriores, intimamente você é livre para melhorar ou agravar a própria situação.
20. Patenteia-lhe que a fé ilumina o caminho, mas ninguém fugirá da lei que manda atribuir a cada qual segundo as obras pessoais.
Essas são vinte das muitas bênçãos que o Espiritismo realiza em nosso favor. Será curioso que cada um de nós pergunte a si mesmo o que estamos nós a fazer por ele.

Vieira, Waldo. Ditado pelo Espírito André Luiz. (Página recebida pelo médium Waldo Vieira, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 22/10/65, em Uberaba, Minas. Reproduzida de Limeira Espírita, ano 18, n. 91, setembro 1988, p. 3.).
“A INDULGÊNCIA ATRAI, ACALMA, AO PASSO QUE O RIGOR DESENCORAJA, AFASTA E IRRITA”
“ESPÍRITAS OU ESPIROLAS”
Já faz algum tempo, uma antiga vizinha sem papas na língua, me vendo sempre às voltas com atividades na Casa Espírita, um dia não resistiu e em meio a uma conversa acabou "soltando" que eu era "muito carola!" Levando a coisa na farra, tentei argumentar: - "Mas eu sou espírita e não católica..." Ela aí não titubeou: - "Então é espirola."
O pitoresco virou piada, mas trouxe à tona uma séria questão. Até onde nós, espíritas, estaremos descambando para o igrejismo e a superficialidade?
Temos visto Grupos tão obcecados com assiduidade e pontualidade, tão cheios de regras, critérios, exigências e uma intolerância tal, que mais parecem à velha e inquisitorial igreja romana da idade média que oficinas fraternas de estudo e vivência do Evangelho de Jesus.
Onde foi que perdemos o rumo da fraternidade? Que pensamentos invisíveis ainda nos fazem oscilar entre a pseudo-superioridade dos sacerdotes e a submissão dos beatos?
Em um dos costumeiros papos fraternos com meu saudoso amigo Palhano Jr., uma vez questionei: - Por que será que os espíritas se digladiam tanto por cargos, até mesmo naqueles grupos minúsculos que ficam lá onde Judas perdeu as botas?... Bem-humorado, como sempre, ele me respondeu com uma risadinha marota: - "A briga é pelo poder sobre as almas, minha cara. Muitos espíritas ainda se alimentam da autoridade clerical que tinham, quando nas fileiras do catolicismo. O poder vicia."
Para esse autoritarismo rançoso, o que não faltam são defesas equivocadas. Afinal, Emmanuel recomendou: "Disciplina, disciplina, disciplina." Foi o bastante para que instruções superiores, aplicadas a um contexto específico, se tornassem o jargão justificador da inflexibilidade fria que campeia em nosso meio e que vêm transformando nossas instituições - destinadas a serem escolas do amor - em verdadeiros quartéis de controle e enquadramento. E quantos exageros em nome da disciplina.
Certa vez, uma palestrante habitualmente pontual, chegou à nossa reunião pública em cima da hora. Estava mortificada. Por mais que tentássemos deixá-la à vontade, repetia sem parar que "a espiritualidade tem horário a cumprir." Naquela noite o seu desempenho, obviamente, não foi dos melhores, porém, é perfeitamente compreensível a reação da companheira. Ocorre que se os dirigentes espirituais levam em conta que estamos na matéria, sujeitos a limitações e imprevistos comuns à vida terrena, os dirigentes encarnados, em grande maioria, não o fazem. Numa afirmação de poder, até mesmo inconsciente, sobretudo com relação aos médiuns, insistem em generalizar, e saem por aí a prodigalizar suspensões ou prescrições de inumeráveis passes e palestras doutrinárias, até que o faltoso ou atrasadinho, supostamente reequilibrado, mas no fundo, punido, possa então reconquistar a permissão de voltar às atividades.. .. Haja penitência!
Façamos o dever de casa. No Livro dos Médiuns, cap.XXIX, top. 333, ao tratar das reuniões espíritas, o codificador é muito claro: "Se bem que os espíritos prefiram a regularidade, os verdadeiramente superiores não são meticulosos a este ponto. A exigência de uma pontualidade rigorosa é um sinal de inferioridade, como tudo o que é pueril."
É preocupante, também, a falta de naturalidade com que as pessoas têm se comportado no ambiente espírita. Observa-se uma despersonalização e um formalismo alarmantes, em lugar da camaradagem espontânea que deveria existir entre irmãos. Não raro, rir e brincar nas reuniões parecem ser implícita ou explicitamente, proibidos: - "Quebra a vibração." Cada vez mais, os cumprimentos espontâneos e afetivos têm dado lugar a frases feitas, piegas e que soam muito falso. Na fala, como na escrita, temos substituído expressões carinhosas e simples do cotidiano por uma linguagem impessoal, "santificada" e obsoleta, incompatível com os novos tempos. Ah, as palavras ensaiadas... Os gestos contidos... Ladainhas do passado, ainda tão presentes, a nos distrair de nós mesmos...
Nas Casas Espíritas, dirigentes preocupados apenas em dirigir e coordenadores tão somente concentrados em coordenar, esquecem o essencial: AMAR. Casas se agigantam e pessoas viram número, em ambientes tão impecáveis quanto frios. Alguém notou a tristeza daquele companheiro ou a ausência daquele outro? Ocupados em crescer, no quantitativo, ignoramos Kardec a recomendar grupos pequenos e o alerta do próprio Chico, que já dizia: - "Em Casa que muito cresce o amor desaparece."
Perdidos numa burocracia sem sentido, senhas e formulários vão aos poucos tomando o lugar do coração e transformando nossos atendimentos fraternos em patética mistura de clínica psicológica e confessionário, onde o indivíduo precisa seguir à risca as etapas cronometradas do tratamento para obter "alta" ou "absolvição." Assim, desorientados orientadores, em tom grave e superior, seguem dando receitas iguais para problemas diferentes. Alguém sofreu uma perda e busca notícias do ente querido desencarnado? Que vá "baixar" noutro Centro, porque nos mais ortodoxos ouvirá rispidamente que o telefone só toca "de lá pra cá" e fim. A alegação é que a mediunidade não está a serviço de problemas "domésticos" e sim de coisas mais sérias. Valei-me Chico Xavier! Quanta saudade da mediunidade a serviço do amor, do consolo aos desesperados de toda a sorte...
Nas reuniões públicas, companheiros carrancudos às portas das cabines de passe chamam com voz cavernosa: - Os próximos! E aquele que está indo pela primeira vez fica a imaginar que ritual terrível deve acontecer naquela salinha escura onde todos entram cabisbaixos, como bois para o matadouro. Diretores severos, após comoventes preces, olham por baixo dos óculos com olhar de censura para a mãe de alguma criança que chora, ou pedem que se retire. Médiuns coreografados sincronizam movimentos como se fossem clones uns dos outros. Qualquer semelhança com farisaísmo, lamentavelmente, não será mera coincidência?
Na Evangelização, criança que chega atrasada volta; Se falta muito é cortada, mesmo aquela que mais precisa da orientação e do pão. A mãe, senhora simplória assistida pelo Grupo e que muitas vezes sequer tem o dinheiro da passagem, ouve um duro sermão de alguém que ignora a sua difícil realidade. Normas são normas. Quem negligenciar a freqüência dos filhos não tem direito à cesta básica. O tom é incisivo. Muitos dirão que é necessário usar estratégias para evangelizar "os nossos irmãos que mais precisam". Talvez tenham razão... Parece que só os espíritas já não precisam mais do Evangelho...
Navegantes desatentos às ciladas da superfície, não percebemos o risco de naufrágio iminente. Parecemos surdos à conclamação do Espírito de Verdade: -"Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento" - E indiferentes à terna advertência de José, Espírito Protetor, a nos lembrar que "a indulgência atrai, acalma, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, afasta e irrita.” Até quando continuaremos atraídos pelo canto da sereia?
Há que se ter humildade para repensar nossas práticas doutrinárias, reconhecer equívocos, resgatar a doutrina simples e libertária de Jesus. Há que se ter coragem para mudar, para substituir a frieza dogmática que tem nos engessado pela convivência fraterna, calorosa e solidária que nos identificará, de fato, como cristãos redivivos.
Espíritas ou "espirolas". .. O que temos sido? O que realmente queremos ser? Cada um se perceba e se responda.
Ainda há tempo.
(ESSE TEXTO QUE NOS LEVA A UMA REFLEXÃO PROFUNDA ME FOI ENVIADO POR UMA AMIGA)
O TEMPO E MUITO LENTO PARA OS QUE ESPERAM, MUITO RAPIDO PARA OS QUE TEM MEDO, MUITO LONGO PARA OS QUE LAMENTAM MUITO CURTO PARA OS QUE FESTEJAM, MAS, PARA OS QUE AMAM O TEMPO...È ETERNIDADE”

(William Shakespeare)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O EVANGELHO NO LAR


Proteja o seu lar e faça dele um ponto de luz no seu bairro, com o Evangelho no Lar e no Coração.

FINALIDADE E IMPORTÂNCIA.

Estudar o Evangelho de Jesus possibilita compreender os ensinamentos cristãos, cuja prática nos conduz ao aprimoramento moral.

Criar em todos os lares o hábito de se reunir em familia, para despertar e acentuar nos familiares o sentimento de fraternidade.

Pelo momento de paz que o Evangelho proporciona ao Lar, pela união das criaturas, propiciando, a cada uma, vivência tranquila e equilibrada.

Higienizar o Lar por pensamentos e sentimentos elevafos e favorecer a influência dos mensageiros do Bem.

Facilitar no Lar e fora dele o amparo necessário diante das dificuldades materiais e espirituais, mantendo operantes os princípios de vigilância e da oração.

Elevar o padrão vibratório dos componentes do Lar e contribuir com o Plano Espiritual para a obtenção de um mundo melhor.

Tornar o Evangelho conhecido, compreendido, sentido e exemplificado em todos os ambientes.

Paz no lar, Paz na Humanidade



"Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei". - Jesus (Mateus, 18:20)


O QUE É O EVANGELHO NO LAR?

Trata-se de um encontro semanal, previamente marcado, com o objetivo de reunir a família em torno dos ensinamentos evangélicos, à luz do Espiritismo, e sob a assistência dos Benfeitores Espirituais.

PARTICIPANTES:
*Todas as pessoas do lar, inclusive as crianças.

ROTEIRO DA REUNIÃO:

a) leitura, sem comentários, de uma página de um livro (por exemplo, Pão Nosso, Fonte Viva, entre outros);
b) prece inicial;
c) leitura e comentários de um tópico de O Evangelho segundo o Espiritismo, estudado de forma seqüêncial;
d) prece de encerramento.

RECOMENDAÇÕES:

O tempo da Reunião deve ser, no máximo, de uma hora;
Evitar a manifestação mediúnica de Espíritos;
Colocar água para ser beneficiada pelos Protetores Espirituais e, após, repartida entre os participantes;
A presença de visita não deve ser motivo para suprimir a Reunião.

Culto Cristão no Lar -Emmanuel.

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para a praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes. A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo. Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.A observação impensada é ouvida sem revolta.A calúnia é isolada no algodão do silêncio.A enfermidade é recebida com calma.O erro alheio encontra compaixão.A maldade não encontra brechas para insinuar-se.E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias.Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.
"Quando o Evangelho penetra no Lar, o coração abre mais facilmente a porta do Mestre Divino." - EmmanuelXAVIER, Francisco Cândido. Luz no Lar. Por diversos Espíritos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997. Cap. 1, p. 11-12.
O CENTRO ESPÍRITA NA VISÃO DE CHICO XAVIER
Humberto Vasconcelos

"Os centros espíritas devem ser locais de oração, trabalho e estudo. Conhecer o Espiritismo é de fundamental importância, mas, segundo Emmanuel me tem ensinado, esse conhecimento necessita ser traduzido na prática, a começar pelo entendimento entre os companheiros que constituem a equipe de cooperadores da casa. O fenômeno em um tempo de orientação kardecista deve ser acessório e, nunca, sem dúvida, atividade especial".
"Para mim, centro espírita tinha que abrir todo dia, o dia inteiro... Se é hospital, como dizemos, como é que pode estar de portas fechadas?... O centro precisava se organizar para melhor atender os necessitados. O que impede que o centro espírita seja mais produtivo é a centralização das tarefas; existe dirigente que não abre mão do comando da instituição... Ora, de fato, a instituição necessita de comando, mas de um comando que se preocupe em criar espaço para que os companheiros trabalhem, sem que ninguém esteja mais preocupado com cargos do que com encargos..."
"O centro espírita, quanto mais simples, quanto mais humilde, mais reduto do Evangelho. Construções colossais sempre me parecem destituídas de espírito... A Sociedade Espírita de Paris era uma sala de acanhada dimensões: ali imperava o espírito de fraternidade".
"As reuniões nos centros espíritas poderiam ser mais produtivas. Existe dirigente que abre e termina a sessão olhando o relógio... Não posso dar palpite no centro dos outros - Emmanuel me mandaria conservar a boca fechada -, mas a gente fica triste com os centros espíritas que funcionam apenas meia hora durante a semana...
"Não precisamos esperar a formação de um grupo espírita para recepção de pessoas santas; vão chegar primeiro os mais infelizes; vão contar as mágoas, à vezes até os seus crimes; vêm em busca de amor..."
"Não somos donos do Movimento, a casa espírita não tem donos... Vamos criar oportunidade para o crescimento dos outros. Ninguém precisa anular ninguém... Sobra espaço para as estrelas no firmamento! Todas podem brilhar à vontade...
"Se um amigo, ou os amigos, não têm paciência conosco, os grupos não prosperam, não frutificam em amor, em esperança, no socorro espiritual..."
"O centro espírita deve ser tocado como uma escola, ou seja, devemos estar dentro dele para aprender... Não é só para a mediunidade, para o passe ou para a desobsessão... Precisamos estudar as lições de Jesus, nas interpretações de Allan Kardec, e vivenciá-las, cuidando de nós mesmos, de nossa necessária renovação íntima..."
CHICO XAVIER
O Espiritismo é uma Ciência?

INTRODUÇÃO

As palavras espiritualismo e espiritualista têm uma acepção muito geral: qualquer um que acredite ter em si outra coisa além da matéria é espiritualista. Ao contrário, os termos ESPIRITISMO e ESPÍRITA são neologismos, isto é, palavras inventadas por seu codificador, Allan Kardec.
Allan Kardec definiu o Espiritismo como "uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e de suas relações com o mundo corporal”.
O Espiritismo é então bem definido como uma ciência. Mas se distingue das disciplinas científicas já estabelecidas e estudadas nas academias pelo objeto de seus estudos: o elemento espiritual.
Para ilustrar este ponto, tentaremos inicialmente identificar, em um breve resumo histórico, os elementos que caracterizam o Espiritismo. Em seguida, faremos um paralelo com alguns conceitos clássicos e modernos da ciência, para mostrar as ligações e as diferenças com relação ao Espiritismo. Por fim, abordaremos os diversos aspectos do conhecimento.

HISTÓRICO DAS APARIÇÕES E DO DESENVOLVIMENTO DO ESPIRITISMO

A partir de 1847, o lar da família Fox, em Hydesville no Estado de New York, foi perturbado por ruídos inexplicáveis, que tiravam o seu sono.
Em 31 de Março de 1848, a caçula da família, Kate Fox, teve a idéia de abrir um diálogo com o que se podia chamar a "causa" dos barulhos, estabelecendo convenções rudimentares (o número de batidas identificava a letra do alfabeto). A "causa" então respondeu, apresentando-se como o espírito de uma pessoa falecida, dando seu nome e sua história. Esses elementos, ignorados pelos assistentes, puderam ser verificados, pelo menos parcialmente. Kate Fox havia então descoberto o que parecia ser um meio de comunicação entre os dois mundos.
A série desses eventos, o exame rigoroso que foi feito (pelo menos três comissões foram nomeadas), assim como as acusações e as perseguições nascidas dos fanatismos religiosos, tiveram uma grande repercussão na Europa.
O fenômeno das mesas girantes decorreu por volta de 1850, expandindo-se largamente pelo mundo, e confirmava a hipótese da manifestação de forças inteligentes intervindo sobre o plano físico. É a própria mesa que indica um método permitindo obter a escrita, meio de comunicação mais prático e rápido. Mais tarde, se constatou que a escrita podia ser obtida diretamente por intermédio da mão dos médiuns, e as comunicações se realizar diretamente pela voz dos médiuns. Muitos outros fenômenos foram produzidos, como a escrita direta sobre ardósias ou sobre papel encerrado em caixas seladas, clarões luminosos, etc, e isso ao mesmo tempo e por toda parte no mundo.
Esses fenômenos se transformaram em moda e passa-tempo. Em conseqüência, foram freqüentemente acolhidos com grande incredulidade, mas atraíram também a atenção dos homens de ciência, que se puseram a observar e estudar seriamente a fenomenologia mediúnica, descartando rapidamente a hipótese de fraudes.
Entre eles figura Hippolyte Rivail, que mais tarde adotaria o pseudônimo de Allan Kardec. Nascido em Lyon em 1804, ele estudou em Yverdun, na Suíça, no Instituto de Henri Pestalozzi. Rivail começou sua carreira como professor de letras e de ciências. Excelente pedagogo, publicou diversos livros didáticos e contribuiu para a reforma do ensino francês.
Foi em 1854 que ele ouviu falar das mesas girantes e das manifestações inteligentes. Cético de início adotou, entretanto, uma atitude correta ao aceitar assistir às experiências, empreendendo depois seus sérios estudos do Espiritismo. Sem nunca elaborar uma teoria preconcebida ou prematura, aplicou o método experimental pela observação rigorosa e meticulosa dos fenômenos.
Analisando não somente o aspecto externo dos fenômenos, mas também o teor muito coerente das melhores comunicações recebidas, ele aplicou o princípio da causalidade: os efeitos inteligentes devem ter uma causa inteligente. Esta causa inteligente definiu a si mesma como sendo um espírito, ou princípio inteligente dos seres humanos, sobrevivendo à morte que não é senão a destruição do corpo físico. Mas "o Espiritismo não concluiu pela existência dos Espíritos senão quando essa existência se ressaltou como uma evidência da observação dos fatos e, também, de outros princípios”.
Allan Kardec rapidamente descartou a infalibilidade dos espíritos, que não sabem mais do que quando estavam encarnados entre os humanos. Não é por estarem mortos que devem tudo saber. Todavia, constatou que alguns dentre eles possuíam um nível intelectual e moral bem acima da média terrestre, que "se exprimiam sem alegorias, e davam às coisas um sentido claro e preciso que não pudesse estar sujeito à uma falsa interpretação."Além disso, seus ensinamentos lógicos clareavam, confirmavam e sancionavam por provas o texto das escrituras sagradas e noções filosóficas por vezes muito antigas. Os fenômenos sendo naturais e universais, remontam à noite dos tempos.
Por um trabalho de observação e análise metódica, multiplicando as fontes (50.000 mensagens) e os médiuns, comparando as mensagens e passando-as sob o crivo da razão e do bom senso, Allan Kardec organizou e triou os ensinamentos dos espíritos, e os publicou em 18 de Abril de 1857 no "O Livro dos Espíritos". Esse livro contém "os princípios da doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade, segundo o ensinamento dado pelos espíritos superiores."
Este último ponto é importante, porque precisa que a Doutrina Espírita não é uma concepção pessoal de Allan Kardec. Ele não é nem "fundador' nem "papa" do Espiritismo, mas "Codificador da Doutrina Espírita". Seguindo o mesmo princípio, entre 1857 e 1869, ano de sua desencarnação, Allan Kardec completou "O Livro dos Espíritos" por outras obras, que são:
"O Livro dos Médiuns", precisando a teoria dos fenômenos e das manifestações;
"O Evangelho segundo o Espiritismo", dando a explicação das máximas morais do Cristo de acordo com o Espiritismo, explorando suas repercussões filosóficas e éticas;O CEU E O INFERNO E A GENESE
O Espiritismo é uma Ciência?

INTRODUÇÃO

As palavras espiritualismo e espiritualista têm uma acepção muito geral: qualquer um que acredite ter em si outra coisa além da matéria é espiritualista. Ao contrário, os termos ESPIRITISMO e ESPÍRITA são neologismos, isto é, palavras inventadas por seu codificador, Allan Kardec.
Allan Kardec definiu o Espiritismo como
"uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e de suas relações com o mundo corporal”.
O Espiritismo é então bem definido como uma ciência. Mas se distingue das disciplinas científicas já estabelecidas e estudadas nas academias pelo objeto de seus estudos: o elemento espiritual.
Para ilustrar este ponto, tentaremos inicialmente identificar, em um breve resumo histórico, os elementos que caracterizam o Espiritismo. Em seguida, faremos um paralelo com alguns conceitos clássicos e modernos da ciência, para mostrar as ligações e as diferenças com relação ao Espiritismo. Por fim, abordaremos os diversos aspectos do conhecimento.

HISTÓRICO DAS APARIÇÕES E DO DESENVOLVIMENTO DO ESPIRITISMO

A partir de 1847, o lar da família Fox, em Hydesville no Estado de New York, foi perturbado por ruídos inexplicáveis, que tiravam o seu sono.
Em 31 de Março de 1848, a caçula da família, Kate Fox, teve a idéia de abrir um diálogo com o que se podia chamar a "causa" dos barulhos, estabelecendo convenções rudimentares (o número de batidas identificava a letra do alfabeto). A "causa" então respondeu, apresentando-se como o espírito de uma pessoa falecida, dando seu nome e sua história. Esses elementos, ignorados pelos assistentes, puderam ser verificados, pelo menos parcialmente. Kate Fox havia então descoberto o que parecia ser um meio de comunicação entre os dois mundos.

A série desses eventos, o exame rigoroso que foi feito (pelo menos três comissões foram nomeadas), assim como as acusações e as perseguições nascidas dos fanatismos religiosos, tiveram uma grande repercussão na Europa.
O fenômeno das mesas girantes decorreu por volta de 1850, expandindo-se largamente pelo mundo, e confirmava a hipótese da manifestação de forças inteligentes intervindo sobre o plano físico. É a própria mesa que indica um método permitindo obter a escrita, meio de comunicação mais prático e rápido. Mais tarde, se constatou que a escrita podia ser obtida diretamente por intermédio da mão dos médiuns, e as comunicações se realizar diretamente pela voz dos médiuns. Muitos outros fenômenos foram produzidos, como a escrita direta sobre ardósias ou sobre papel encerrado em caixas seladas, clarões luminosos, etc, e isso ao mesmo tempo e por toda parte no mundo.
Esses fenômenos se transformaram em moda e passa-tempo. Em conseqüência, foram freqüentemente acolhidos com grande incredulidade, mas atraíram também a atenção dos
homens de ciência, que se puseram a observar e estudar seriamente a fenomenologia mediúnica, descartando rapidamente a hipótese de fraudes.
Entre eles figura Hippolyte Rivail, que mais tarde adotaria o pseudônimo de Allan Kardec. Nascido em Lyon em 1804, ele estudou em Yverdun, na Suíça, no Instituto de Henri Pestalozzi. Rivail começou sua carreira como professor de letras e de ciências. Excelente pedagogo, publicou diversos livros didáticos e contribuiu para a reforma do ensino francês.
Foi em 1854 que ele ouviu falar das mesas girantes e das manifestações inteligentes. Cético de início adotou, entretanto, uma atitude correta ao aceitar assistir às experiências, empreendendo depois seus sérios estudos do Espiritismo. Sem nunca elaborar uma teoria preconcebida ou prematura, aplicou o método experimental pela observação rigorosa e meticulosa dos fenômenos.
Analisando não somente o aspecto externo dos fenômenos, mas também o teor muito coerente das melhores comunicações recebidas, ele aplicou o princípio da causalidade: os efeitos inteligentes devem ter uma causa inteligente. Esta causa inteligente definiu a si mesma como sendo um espírito, ou princípio inteligente dos seres humanos, sobrevivendo à morte que não é senão a destruição do corpo físico. Mas "o Espiritismo não concluiu pela existência dos Espíritos senão quando essa existência se ressaltou como uma evidência da observação dos fatos e, também, de outros princípios”. 2
Allan Kardec rapidamente descartou a infalibilidade dos espíritos, que não sabem mais do que quando estavam encarnados entre os humanos. Não é por estarem mortos que devem tudo saber. Todavia, constatou que alguns dentre eles possuíam um nível intelectual e moral bem acima da média terrestre, que "se exprimiam sem alegorias, e davam às coisas um sentido claro e preciso que não pudesse estar sujeito à uma falsa interpretação."3 Além disso, seus ensinamentos lógicos clareavam, confirmavam e sancionavam por provas o texto das escrituras sagradas e noções filosóficas por vezes muito antigas. Os fenômenos sendo naturais e universais, remontam à noite dos tempos.
Por um trabalho de observação e análise metódica, multiplicando as fontes (50.000 mensagens) e os médiuns, comparando as mensagens e passando-as sob o crivo da razão e do bom senso, Allan Kardec organizou e triou os ensinamentos dos espíritos, e os publicou em 18 de Abril de 1857 no "O Livro dos Espíritos". Esse livro contém "os princípios da doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade, segundo o ensinamento dado pelos espíritos superiores."
Este último ponto é importante, porque precisa que a Doutrina Espírita não é uma concepção pessoal de Allan Kardec. Ele não é nem "fundador' nem "papa" do Espiritismo, mas "Codificador da Doutrina Espírita". Seguindo o mesmo princípio, entre 1857 e 1869, ano de sua desencarnação, Allan Kardec completou "O Livro dos Espíritos" por outras obras, que são:

"O Livro dos Médiuns", precisando a teoria dos fenômenos e das manifestações;
"O Evangelho segundo o Espiritismo", dando a explicação das máximas morais do Cristo de acordo com o Espiritismo, explorando suas repercussões filosóficas e éticas;
PRECE - CANÇÃO



Eu vivo contente, feliz a cantar,
Em paz e alegria é o meu caminhar,
Não tenho problemas, nem tenho aflição,
Pois, tenho Jesus em meu coração.

Encontramos na Terra
A nossa escola,
Estudo e trabalho são bênçãos sem fim.
Nas horas difíceis de exames e provas
Eu tenho certeza, Jesus é por mim.


Sigamos em frente, embora os espinhos.
Ouvimos de perto serena voz,
Ninguém retroceda de nossos caminhos,
É o Cristo Divino chamando por nós! . .
.
ESPIRITISMO

Espiritismo é uma luz Gloriosa, divina e forte,
Que clareia toda a vida E ilumina além da morte.


É uma fonte generosa De compreensão compassiva,
Derramando em toda parte O conforto d'Água Viva.

É o templo da Caridade Em que a Virtude oficia,
E onde a bênção da Bondade É flor de eterna alegria.

É árvore verde e farta Nos caminhos da esperança,
Toda aberta em flor e fruto De verdade e de bonança.

É a claridade bendita Do bem que aniquila
O chamamento sublime Da Vida Espiritual.

Se buscas o Espiritismo, Norteia-te em sua luz:
Espiritismo é uma escola, E o Mestre Amado é Jesus.

Casimiro Cunha
No livro: Parnaso de Além-Túmulo
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
O PONTO CULMINANTE



Você é um Espírito imortal que temporariamente enverga uma veste de carne.
Já teve infinitas experiências em incontáveis vidas.
Já foi rico e pobre, homem e mulher, saudável e enfermo, a cor de sua pele variou grandemente.
Errou, acertou, errou de novo para acertar com mais propriedade logo depois.
O ato de sua criação perde-se na noite dos tempos.
Entretanto, você se constrói a cada nova experiência.
Embora nem sempre seja feliz em suas escolhas, de cada vida sai mais forte e preparado.
Houve ocasiões em que terminou a trajetória carnal insatisfeito consigo mesmo.
Após cessarem as ilusões da matéria, compreendeu que poderia ter utilizado melhor seu tempo e seus recursos.
Mas também já atravessou vidas sofridas, nas quais resgatou graves débitos e fez importantes aprendizados.
A Lei do progresso é um imperativo universal.
Ela impede que um Espírito perca virtudes e inteligência.
É possível nascer em situações mais complicadas e sucumbir a tentações.
Mas ninguém regride em sua evolução.
Uma vez conquistado determinado valor, ele jamais se perde.
A inteligência cada vez mais se abrilhanta, sem possibilidade de retrocesso.
Desse modo, hoje você está no ponto culminante de sua trajetória milenar.
Jamais foi tão inteligente e virtuoso.
Sabedoria, bondade, capacidade de renúncia e de trabalho, tudo em seu ser se encontra no zênite.
Está no exato ponto da evolução para o qual se preparou e dispõe dos recursos mais adequados à solução de seus problemas.
Sua atual existência foi carinhosamente preparada.
Considerando seus compromissos, erros e acertos, ela retrata uma possibilidade de real elevação.
A título de aprendizado e progresso, ou de provações retificadoras, você possui amplas condições de se sair maravilhosamente bem.
Não importa quão difícil lhe pareça dada exigência da vida, você pode dar conta dela.
Seus familiares são os mais adequados às suas necessidades.
As condições de sua vida são as ideais, conforme a Lei de merecimento que rege o Universo.
Você não é vítima e nem privilegiado.
Recebeu o necessário para ser um agente do progresso e espargir o bem em seu derredor.
À vista disso, importa compreender que a base de sua tranquilidade reside na integridade da consciência.
Todos os problemas que surgem em seu caminho são uma oportunidade bendita de retificação e aprendizado.
As carências são um auxílio a mais, um convite para compreender as tristezas do próximo.
Os recursos são generosos empréstimos da vida maior, em favor de sua felicidade.
Está em suas mãos converter todos esses fatores em luz e paz em seu caminho, mediante uma sábia e digna aplicação.


Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXX, do livro Coragem,
pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.
Em 06.10.2009.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PESTALOZZI E A EDUCAÇÃO DO CORAÇÃO


Pestalozzi definiu a educação como sendo o desenvolvimento harmônico de todas as potencialidades do ser, considerando como elementos latentes básicos no interior da criatura humana a inteligência, o sentimento e a vontade. Para ele, essa tríade, sintetizada em educar a cabeça, o coração e as mãos, ganhava uma amplitude incomensurável quando se cria a relação de Amor entre educador e educando.
Johann Heinrich Pestalozzi, sem dúvida, foi o educador do Amor.
A ele devemos o mérito indiscutível de estabelecer as linhas afetivas da educação em maior proporção que outros pedagogos, demonstrando na sua própria vivência a eficácia de conduzir o processo educacional em elos de afeto.
Assinalamos em suas palavras na “Carta de Stans” a grandeza de suas concepções, como segue:
“Minha meta principal direcionou-se, antes de mais nada, a tornar as crianças irmãs, cultivando os primeiros sentimentos da vida em comum e desenvolvendo suas primeiras faculdades nesse sentido.Com isso, minha intenção era fundir a casa no Espírito simples de uma grande comunidade familiar e, sobre a base de tal relacionamento e da predisposição Por ele gerada, suscitar em todos um sentimento de justiça e moralidade.
Atingi meu objetivo com razoável sucesso. Em breve, viam-se setenta crianças mendigas embrutecidas viverem juntas numa paz, num Amor, numa atenção recíproca e cordial que raramente se encontram entre irmãos de uma mesma família.
Minha ação, nessas circunstâncias, partia do seguinte princípio: Procura em primeiro lugar fazer tuas crianças generosas. Pela satisfação diária de suas necessidades, impregnarás sua sensibilidade, sua experiência e sua ação de Amor e de caridade, que se estabelecerão e se consolidarão em seu íntimo. Depois, acostuma-as ás práticas em que poderão exercitar e espalhar seguramente a benevolência em seu próprio circulo”.
A grande conquista da educação, segundo o mestre suíço, é a autonomia do homem pela maturidade de suas potências morais, que já se encontram em gérmen em seu mundo íntimo ao nascer.
As teorias modernas da psicologia têm demonstrado a importância essencial da emoção em todas as realizações humanas, confirmando por experiências e pesquisas sérias que o homem é dotado de múltiplas inteligências, sendo que suas habilidades emocionais são as mais aptas a fazer-lhe feliz e bem sucedido. A visão “Pestaloziana” de educar, além de precursora, é perfeitamente compatível com a meta maior do Espiritismo, ou seja, o melhoramento moral da humanidade, a educação integral do homem bio-sócio-psiquico-espiritual.
Kardec, como aluno da escola de Yverdon, fundada por Pestalozzi, foi notadamente influenciado pela didática da tríade conhecida mais tarde como “Principio do Equilíbrio de Potencialidades,”, ou seja, mãos, corações e cabeça em harmonia. Nota-se em seu comentário na questão 917 de “O Livro dos Espíritos” o quanto essa cultura do emérito pensador suíço marcou sua formação quando diz: “A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral, Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação.”
Esse desenvolvimento harmônico implica fazer crescer o intelecto, o afeto e a ação, não sendo demais afirmar que a coerência entre pensar, sentir e fazer respondem pelo equilíbrio do ser integral.
Temos desenvolvido a razão, mas, temos trabalhado o afeto? Temos disseminado conteúdos espíritas a mancheias, mas os temos contextualizado á vida?
Trabalhamos pela aquisição da fé racional, contudo, semelhante valor só será angariado na ética do “ser”, ou seja, na vivência das “Virtudes Paternas” ínsitas em nosso patrimônio sublime, prestes a descobrirmos pelas vias da evolução.
(LIVRO LAÇOS DE AFETO)
Influência do Espiritismo no Progresso


INTRODUÇÃO
Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.” Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas, desenvolve completa e explica, em termos claros e para toda a gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra. Allan Kardec (O Evangelho Seg. o Espiritismo - Cap. I - item 7)

A doutrina ensinada por Moisés, incompleta, ficou LIMITADA ao povo judeu. A de Jesus, mais completa, espalhou-se por toda a Terra, mas não converteu a todos. O Espiritismo, ainda mais completo, com raízes em todas as crenças, converterá a Humanidade às suas idéias: a imortalidade, a reencarnação, o progresso, a lei de causa e efeito, as relações entre os homens e os Espíritos, o valor da caridade etc.

MAS O QUE É O ESPIRITISMO?
Espiritismo é uma doutrina revelada pelos espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, em 1857.
Podemos dizer também que O Espiritismo É UM CONJUNTO DE PRINCÍPIOS E LEIS QUE FORAM REVELADOS PELOS ESPÍRITOS SUPERIORES E CODIFICADOS POR ALLAN KARDEC NAS OBRAS: O LIVRO DOS ESPÍRITOS; O LIVRO DOS MEDIUNS; O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO; O CÉU E O INFERNO E A GÊNESE. TAMBÉM PODEMOS DIZER QUE O ESPIRITISMO É UMA CIÊNCIA QUE TRATA DA NATUREZA, ORIGEM E DESTINO DOS ESPÍRITOS BEM COMO DE SUAS RELAÇÕES COM O MUNDO CORPORAL.

A Doutrina codificada tem caráter científico, religioso e filosófico.

É CIÊNCIA QUANDO TRATA DA ORIGEM, DA NATUREZA E DO DESTINO DOS ESPÍRITOS, ALÉM DAS RELAÇÕES ENTRE O MUNDO CORPORAL E ESPIRITUAL. É FILOSOFIA AO MOSTRAR QUE SOMOS OS AUTORES DO NOSSO PRÓPRIO DESTINO, QUE O NOSSO HOJE É CONSEQUÊNCIA DO NOSSO ONTEM, ASSIM COMO NESTE MOMENTO ESTAMOS A CONSTRUÍR O NOSSO AMANHÃ. É TAMBÉM RELIGIÃO NO SENTIDO REAL DA PALAVRA, AO RELIGAR A CRIATURA AO SEU CRIADOR, ATRAVÉS DO EVANGELHO REDIVIVO DE JESUS, NOSSA PRATICA DIÁRIA.
Ainda falando no aspecto religioso uma pergunta feita a Chico Xavier extraída do livro “lições de sabedoria:
Chico, qual o mais importante aspecto da Doutrina Espírita, o de religião, o de filosofia ou o de ciência?
Chico Xavier:
- O espírito de Emmanuel costuma nos dizer que a coisa mais importante que cada um de nós poderá fazer na vida é seguir o mandamento cristão que nos aconselha "Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".
Segundo Emmanuel, tudo o mais é mera interpretação da verdade. Desta forma, não temos dúvida ao crermos ser o aspecto religioso da Doutrina Espírita o seu ângulo fundamental.
Muito nobre a filosofia, mas em verdade a filosofia nada mais faz do que muita conversa.
Muito nobre o esforço científico, mas em verdade a mesma ciência que inventou a vacina, construiu a bomba atômica. Então, devemos reconhecer que todos nós, os seres humanos, trazemos dentro de nós um alto grau de periculosidade e, até hoje, a única força no mundo capaz de frear estes impulsos de periculosidade humana é, sem sombra de dúvida, a religião.
Emmanuel, mentor de Chico Xavier, nos diz que: "no aspecto religioso repousa a grandeza divina do Espiritismo, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo".
E Joana de Angelis, pela psicografia de Divaldo Franco, afirma: "à Religião cumpre a tarefa relevante de invitar(convidar) o homem aos deveres mais elevados, que são os espirituais, armando-o com recursos hábeis e preciosos para lográ-lo (p/ que o homem possa desfrutar).
E não exatamente isso que o Espiritismo faz por nós?
Influência do Espiritismo no ProgressoSabemos que o progresso é Lei de Deus, e, sendo Lei de Deus, abrange a todas as criaturas, a todos os espíritos.
Que dizem os Espíritos superiores a respeito do futuro do Espiritismo?

798.O Espiritismo se tornará crença comum, ou ficará sendo partilhado, como crença, apenas por algumas pessoas?“Certamente que se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade, porque está na natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes lutas, mais contra o interesse do que contra a convicção, porquanto não há como dissimular a existência de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras por causas inteiramente materiais. Porém, como virão a ficar insolados, seus contraditores se sentirão forçados a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos.” (O Livro dos Espíritos - Parte 3ª - Cap. VIII)

TODO PRINCÍPIO RACIONAL ELE DEVE SER UNIVERSAL. E AS IDÉIAS OU PRINCÍPIOS DA DOUTRINA ESPÍRITA SÃO RACIONAIS: A CRENÇA EM DEUS, A IMORTALIDADE DA ALMA, ETC, MESMO DIANTE DOS OBSTÁCULOS, OS ESPÍRITOS TEM SIDO UNÂNIMES EM AFIRMAR O TRIUNFO DO ESPIRITISMO “QUE SE TORNARÁ UMA CRENÇA GERAL” (EM TODO O GLOBO), O QUE NÃO SIGNIFICA DIZER QUE TODOS OS HOMENS SERÃO ESPÍRITAS, QUE A RELIGIÃO DO FUTURO DO HOMEM NA TERRA SE CHAMARÁ ESPIRITISMO. MAS TENHAMOS A CERTEZA QUE OS SEUS PRINCIPIOS SERÃO SIM, O FUTURO DAS RELIGIÕES. Porque os seus princípios são universais então, mais cedo ou mais tarde, mais tempo ou menos tempo toda a população estará fazendo uso desses conhecimentos. E Não há dúvidas de que os ensinamentos do Espiritismo, se colocados em prática contribuem para o progresso do ser humano.

CERTA VEZ LÉON DENIS foi questionado com respeito ao futuro do Espiritismo, e ele então disse: "A Doutrina será aquilo que os homens fizerem dela." Por isso devemos estar atentos ás armadilhas do orgulho, do egoísmo, da vaidade.

799-DE QUE MANEIRA O ESPIRITISMO PODE CONTRIBUIR PARA O PROGRESSO? (_DESTRUINDO O MATERIALISMO.)
"Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos."

*A DOUTRINA ESPÍRITA É, PORTANTO UMA ALAVANCA P/ O PROGRESSO, UMA FERRAMENTA MARAVILHOSA, MAS A OBRA É DAQUELE QUE MANUSEIA CORRETAMENTE A FERRAMENTA E NÃO DA FERRAMENTA EM SI. POR MATERIALISMO DEVEMOS ENTENDER NÃO SÓ ÁQUELE QUE SÓ ACREDITE NA MATÉRIA E QUE, POR ÍSSO MESMO NÃO TEM NENHUMA RELIGIÃO, MAS TAMBÉM AQUELE QUE, MESMO TRAZENDO NOÇÕES DE UMA VIDA APÓS A MORTE, AGE COMO SE FOSSE MATERIALISTA.

QUANTOS DE NÓS MESMO TENDO ESSAS NOÇÕES, SEJEMOS ESPÍRITAS, OU CATÓLICOS OU PROTESTANTES, ETC AGIMOS, MUITAS DAS VEZES, COMO SE NADA DISSO NOS LEMBRASSE QUE O NOSSO CORPO É PERECÍVEL?

A DOUTRINA ESPÍRITA, PELA MEDIUNIDADE, PELA COMUNICABILIDADE DOS ESPÍRITOS, QUE ANTES FORAM OS MESMOS HOMENS, PROVA QUE NINGUÉM MORRE QUE A VIDA CONTINUA DEPOIS DA CHAMADA MORTE. E ÍSSO NÃO RENOVA A ESPERANÇA NO NOSSO CORAÇÃO?QUAL MÃE NÃO FICA FELIZ COM A NOTICIA DE QUE SEU FILHO QUE FALECEU, NÃO SE EXTIGUIU, QUE OS PAIS, OS AMIGOS, OS IRMÃOS, CONTINUAM VIVOS NO ALÉM? ESSA É UMA NOTICIA CHEIA DE VIDA, DE AMOR E DE ESPERANÇA. E QUEM NOS DEU ESSA CERTEZA? __FOI JESUS COMO NOS MOSTRA O EVANGELHO E TANTOS OUTROS LIVROS.

A MISSÃO DO ESPIRITISMO É FAZER CRER A TODOS QUE A VIDA É ETERNA, E A PRÓPRIA CIÊNCIA NOS DIAS DE HOJE TRÁZ A SUA CONTRIBUIÇÃO DIZENDO QUE “NADA SE PERDE, NADA SE CRIA TUDO SE TRASNFORMA” QUE PODEMOS DIZER DO HOMEM QUE SÓ ACREDITA NA MATÉRIA? PARA QUE MELHORARMOS MORALMENTE SE A VIDA NÃO CONTINUA?

QUANDO SABEMOS QUE A VIDA NÃO TERMINA NO TÚMULO, TEMOS NOVAS INSPIRAÇÕES, CAPAZES DE NOS LEVAR A GRANDES MUDANÇAS, INCLUSIVE, E PRINCIPALMENTE, AMAR OS NOSSOS SEMELHANTES, COMO IRMÃOS E COMPANHEIROS.
NA QUESTÃO 785-FALANDO A RESPEITO DO ORGULHO E DOEGOÍSMO QUE SÃO OBSTÁCULOS AO PROGRESSO DIZ A DOUTRINA QUE ÍSSO EM BREVE
MUDARÁ Á MEDIDA QUE O HOMEM COMPREENDA MELHOR QUE HÁ FORA DOS PRAZERES DOS BENS TERRENOS, UMA FELICIDADE INFINITAMENTE MAIOR E INFINITAMENTE MAIS DURÁVEL.


800- NÃO É PARA TEMER QUE O ESPIRITISMO NÃO POSSA TRIUNFAR DA NEGLIGÊNCIA DOS HOMENS DE SEU APEGO DAS COISAS MATERIAIS?
_SERIA CONHECER BEM POUCO OS HOMENS SE PENSASSE QUE UMA CAUSA QUALQUER PODE TRNASFORMÁ-LOS COMO POR ENCANTAMENTO. AS IDÉIAS SE MODIFICAM POUCO A POUCO SEGUNDO OS INDIVIDUOS, E É PRECISO GERAÇÕES PARA APAGAR COMPLETAMENTE OS TRAÇOS DOS VELHOS HABITOS, A TRANSFORMAÇAO NÃO PODE, POIS, SE OPERAR SENÃO COM O TEMPO, GRADUALMENTE, POUCO A POUCO.

ESE: 1:8NO P3”... É TODA UMA REVOLUÇÃO MORAL QUE SE OPERA NESSE MOMENTO E TRABALHA OS ESPÍRITOS; DEPOIS DE ELABORADA DURANTE MAIS DE DEZOITO SÉCULOS, ELA SE APROXIMA DO SEU CUMPRIMENTO, E VAI MARCAR UMA ERA NOVA NA HUMANIDADE. AS CONSEQUÊNCIAS DESSA REVOLUÇÃO SÃO FÁCEIS DE PREVER; DEVE TRAZER NAS RELAÇÕES SOCIAIS, INEVITÁVEIS MODIFICAÇÕES ÁS QUAIS NÃO ESTÁ NO PODER DE NINGUÉM SE OPOR, PORQUE ESTÃO NOS DESÍGNIOS DE DEUS E RESULTAM DA LEI DE PROGRESSO, QUE É UMA LEI DE DEUS.”

A DOUTRINA DE DEUS COMO SUA VONTADE, TRIUNFA EM TODA PARTE, COM OS HOMENS, SEM OS HOMENS OU APESAR DOS HOMENS. E OS ESPÍRITOS EM MARCHA DE DESPERTAMENTO ESPIRITUAL ACORDAM COM O TEMPO.
O PROGRESSO É LENTO, MAS NUNCA ESTACIONA. ESTAMOS SOB A CONSTANTE INFLUÊNCIA DO PREOGRESSO.
E O HOMEM ELE PODE PARAR A MARCHA DO PROGRESSO? *Não.questão 781, LE.

*O PROGRESSO HUMANO HÁ DE ACONTECER INDEPENDENTE DA NOSSA VONTADE.

E NÓS ESPÍRITAS PODEMOS AUXILIAR ESSE PROGRESSO? COMO?

FAZENDO A NOSSA PARTE NO QUE DIZ RESPEITO AO PROGRESSO INDIVIDUAL, DESTRUINDO AS AÇÕES DO MATERIALISMO, TRANSMITINDO A NOSSA CONVICÇÃO NA EXISTÊNCIA DO MUNDO ESPIRITUAL. DEVEMOS SER AQUELES QUE MARCHAM A FAVOR DO PROGRESSO.

TEM UMA MENSAGEM NO ESSE CAP 1QUE DIZ ASSIM: “ASSIM, POIS, QUE ESSAS PALAVRAS “NÓS SOMOS PEQUENOS, NÃO TENHA MAIS SENTIDO PARA VÓS. “A CADA UM SUA MISSÃO, A CADA UM SEU TRABALHO”.

EMBORA PEQUENINOS DIANTE DA OBRA A FAZER, SOMOS CADA UM DE NÓS CHAMADOS COMO OS TRABALHADORES DA ULTIMA HORA.

O ESPIRITISMO NÃO PREGA A MODIFICAÇÃO RADICAL DA SOCIEDADE. PROCURA MODIFICAR O INDIVIDUO. PORQUE A SOCIEDADE SÓ SE MODIFICA QDO O INDIVIDUO SE MODIFICA. VAMOS OBSERVAR COMO EXEMPLO A QUESTÃO DA VIOLÊNCIA: O MUNDO É VIOLENTO PORQUE A VIOLÊNCIA ESTÁ DENTRO DE NÓS, NÓS SOMOS VIOLENTOS. DE UM MODO GERAL SE CADA UM FOSSE REALMENTE HUMILDE E CARIDOSO O MUNDO SERIA + FRATERNO E – EGOÍSTA.

TEXTO: “DIANTE DOS CONHECIMENTOS DOS POSTULADOS ESPÍRITAS A
COMUNIDADE ESPIRÌTA É UM AGENTE DE MUDANÇA, VISANDO O PROGRESSO NO BRASIL, ONDE VEMOS A PROLIFERAÇÃO DE CASAS ESPÍRITAS, DE CONGRESSOS ESPÍRITAS, DE FEIRAS DE LIVRO ESPÍRITAS, DE PARTICIPAÇÕES DE LIVRARIAS ESPÍRITAS JUNTOS ÁS CHAMADAS BIENAIS DO LIVRO. “VEMOS O ESPIRITISMO ENSINANDO O POVO A PENSAR COMO ESPÍRITO E, DESSE MODO ESTIMULANDO-OS A MODIFICAR O PRÓPRIO MEIO ONDE VIVEM.”

POR EXEMPLO: QUANTOS MÉDICOS CONHECEMOS OU OUVIMOS FALAR QUE JÁ TRAZEM O CONHECIMENTO ESPÍRITA CONSEGUEM ENXERGAR A DOENÇA NÃO SÓ APENAS DE CAUSA FÍSICA? MESMO NÃO PODENDO NO SEU DIA-A-DIA UTILIZAR O PASSE OU A ÁGUA FLUIDIFICADA. É UMA MODIFICAÇÃO DA VISÃO COMUM DA CIÊNCIA É UMA VISÃO NOVA E ÍSSO É PROGRESSO.

QUESTÃO 801__ POR QUE OS ESPÍRITOS NÃO ENSINARAM EM TODOS OS TEMPOS O QUE ENSINAM HOJE?
“Não ensinais às crianças o que ensinais aos adultos e não dais ao recém-nascido um alimento que ele não possa digerir. Cada coisa tem seu tempo. Eles ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou adulteraram, mas que podem compreender agora. Com seus ensinos, embora incompletos, prepararam o terreno para receber a semente que vai frutificar.”

* “TUDO TEM SEU TEMPO DETERMINADO E HÁ TEMPO PARA TODO PROPÓSITO DEBAIXO DO CÉU” (ECLESIASTES 3: 1).
O TEMPO PRECISO DO ESTABELECIMENTO DO ESPIRITISMO JUNTO Á HUMANIDADE, SUA CHEGADA NÃO PODERIA SE FIRMAR ANTES, PORQUE O CONHECIMENTO PRINCIPALMENTE O RELACIONADO ÁS CIÊNCIAS ESTAVA NO COMEÇO, SENDO NECESSÁRIO O DECURSO (PASSAGEM) DO TEMPO PARA QUE OS SEUS PRINCÍPIOS FOSSEM ELABORADOS.

*Na questão 802 de "O Livro dos Espíritos", __ “VISTO QUE O ESPIRITISMO TEM QUE MARCAR UM PROGRESSO DA HUMANIDADE, POR QUE OS ESPÍRITOS NÃO ACELERAM ESSE PROGRESSO, POR MEIO DE MANIFESTAÇÕES GERAIS E PATENTES, QUE A CONVICÇÃO PENETRE ATÉ NOS MAIS INCRÉDULOS?
__ “DESEJARIEIS MILAGRES; MAS DEUS OS ESPALHA A MANCHEIAS DIANTE DOS VOSSOS PASSOS E, NO ENTANTO, AINDA HÁ HOMENS QUE O NEGAM. O PRÓPRIO CRISTO CONVENCEU SEUS CONTEMPORÂNEOS PELOS PRODÍGIOS QUE REALIZOU?NÃO VEDES HOJE HOMENS NEGAREM OS FATOS MAIS PATENTES QUE SE PASSAM SOB OS SEUS OLHOS?NÃO HÁ OS QUE DIZEM QUE NÃO ACREDITARIAM, MESMO QUE VISSEM? NÃO; NÃO É POR MEIO DE PRODÍGIOS QUE DEUS QUER RECONDUZIR OS HOMENS. EM SUA BONDADE, ELE LHES DEIXA O MÉRITO DE SE CONVENCEREM PELA RAZÃO”.

DEVEMOS SEMPRE LEMBRAR QUE OS ESPÍRITOS NÃO FAZEM AQUILO QUE NOS COMPETE FAZER, EM TERMOS DE APRENDIZADO HUMANO. PRINCIPALMENTE O AUTOCONHECIMENTO QUE O ESPIRITISMO NO PROPORCIONA.
ÍSSO É QUERER QUE OCORRAM MILAGRES. ORA, DEUS OS ESPALHAS A MANCHEIAS E, NO ENTANTO, HÁ HOMENS QUE AINDA O NEGAM. NEM JESUS CRISTO CONSEGUIU CONVENCER SEUS CONTEMPORÂNEOS COM OS PRODÍGIOS QUE REALIZOU. ASSIM, NÃO É POR MEIODE PRODIGIOS QUE DEUS QUER ENCAMINHAR OS HOMENS.

Em sua bondade, o Pai lhes deixa o mérito de se convencerem pela razão. Gradativamente, sem nenhuma preocupação de atropelar o rumo natural das coisas.
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER


Texto elaborado por Carlos Alberto Ferreira Retirado da Revista doII Congresso Português de Espiritismo.

Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, considerado o médium do século e o maior psicógrafo de todos os tempos, nasceram em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, Brasil, no dia 2 de Abril de 1910.
Filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria João de Deus, falecida em 1915, quando o filhinho contava apenas com 5 anos de idade. Na altura tinha mais 8 irmãos, tendo todos sido distribuídos por vários familiares e pessoas amigas. Como órfão de mãe em tenra idade, sofreu muito em casa de pessoas de precária sensibilidade.
Aos nove anos seu pai, já casado novamente, empregou-o como aprendiz numa indústria de fiação e tecelagem. De manhã, até às 11 horas, freqüentava a escola primária pública, depois trabalhava na fábrica até às 2 horas da madrugada. Aprendeu mal a ler e a escrever. Quando concluiu o pequeno curso da escola pública empregou-se como caixeiro numa loja e mais tarde como ajudante de cozinha e café.
Em 1933 o Dr. Rômulo Joviano, administrado da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, deu ao Jovem Xavier uma modesta função na Fazenda e lá se tornou um pequeno funcionário público em 1935, tendo trabalhado consecutivamente até finais dos anos cinqüenta, altura em que foi aposentado por invalidez (doença incurável nos olhos), com a categoria de escrevente datilógrafo. Não podemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que durante as décadas que esteve ao serviço do Ministério da Agricultura, jamais -- não obstante a sua precária saúde e trabalho doutrinário, fora das horas de serviço -- deu uma única falta ou gozou qualquer tipo de licença, conforme documentos facultados pelo M. A. Em finais da mesma década de cinqüenta, vai residir em Uberaba - MG, por motivos de saúde e a conselho médico, onde permanece até hoje e apenas com a sua magra reforma (aposentadoria)
As suas faculdades mediúnicas são extraordinárias, Sua mediunidade (capacidade natural de ser intermediário entre o plano material e o plano espiritual) manifestou-se, quando tinha 4 anos de idade, pela clarividência e clariaudiência, pois via e ouvia os Espíritos e conversava com eles sem a mínima suspeita de que não fossem homens normais do nosso mundo. Já como jovem e depois como adulto, muitas vezes não diferencia de imediato os homens dos Espíritos. Aos 5 anos, já órfão de mãe, esta manifestou-se várias vezes junto dele encorajando-o e dizendo-lhe que não poderia ir para casa porque estava em tratamento, mas que enviaria um bom anjo que juntaria novamente a família. Esse bom anjo foi a D. Cidália, a segunda esposa de João Xavier, que para casar com o seu pai fez questão de reunir todos os filhos do primeiro casamento e lhe daria depois mais cinco irmãos.
Quando tinha 17 anos, fundou-se o grupo espírita Luiz Gonzaga , onde rapidamente desenvolveu a psicografia, isto é, a faculdade de escrever mensagens dos Espíritos. Época em que se desligaria da Igreja Católica onde deu os primeiros passos na espiritualidade, mas onde não encontrava explicação para os fenômenos que se passavam com ele, designadamente a perseguição de espíritos inferiores de que era alvo. O padre que o ouvia nas confissões foi um conselheiro, um verdadeiro pai e não o dissuadiu do caminho que iniciou no Espiritismo, mas abençoou-o e nunca deixou de ser seu amigo.
No centro espírita começou a psicografar poemas notáveis de famosos poetas mortos, num nível literário tão elevado que os próprios companheiros do grupo não conseguiam atingir integralmente o seu conteúdo. Muitos desses poetas eram totalmente desconhecidos do meio, nomeadamente alguns portugueses: António Nobre, Antero de Quental, Guerra Junqueira e João de Deus. A 9 de Julho de 1932, seria publicada a célebre PARNASO DE ALÉM-TÚMULO , a sua primeira obra psicografada que iria abalar os meios intelectuais do Brasil e tornar conhecida a pacata Pedro Leopoldo. O estilo dos 56 poetas mortos, entre os quais vários portugueses, era precisamente idênticos ao estilo dos mesmos enquanto vivos, informavam os literatos das academias e universidades dos grandes centros culturais do Brasil, embora não soubessem explicar o fenômeno. Seria o início da sua imponente obra mediúnica que hoje já ultrapassa os 350 livros.
Bastava apenas um desses livros para constituir um roteiro seguro para o homem na Terra rumo à sua alforria, à sua felicidade. Seus ensinamentos revivem plenamente o Evangelho de Jesus e as lições do Consolador que Kardec -- o discípulo fiel de Jesus -- nos legou com tanto sacrifício e renúncia.
Mas de mil entidades espirituais nos deram informações através das suas abençoadas mãos, provando à saciedade a imortalidade do Espírito e a sua comunicabilidade com os homens. Mas falar de Chico Xavier é falar de Emmanuel que indelevelmente estará ligado à sua missão. Esse venerando Espírito é o seu protetor espiritual e manifestou-se-lhe pela primeira vez de forma ostensiva em 1931, o acompanhando desde então até hoje. A respeito desse Benfeitor espiritual nos diz o próprio médium:
Lembro-me de que num dos primeiros contactos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo.
Emmanuel propõe ainda ao jovem Xavier mais três condições para com ele trabalhar: 1ª condição, DISCIPLINA 2ª condição, DISCIPLINA, 3ª condição, DISCIPLINA.
Entre as muitas dezenas de obras mediúnicas de Emmanuel, destacamos os cinco documentos históricos, retirados dos arquivos do plano espiritual, que constituem autênticas obras primas de literatura, e que nos mostram o nascimento do cristianismo e a sua paulatina adulteração logo nos primeiros séculos da era. São os romances mediúnicos baseados em fatos verídicos: HÁ 2000 ANOS... (a autobiografia de Emmanuel, a história do orgulhoso senador romano Públio Lentulus), 50 ANOS DEPOIS, AVÉ, CRISTO, RENÚNCIA e PAULO E ESTEVÃO (a história de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante ). Esta última obra, de 553 pagina, por si só justificaria a missão mediúnica de Chico Xavier, segundo o erudito J. Herculano Pires.
Em 1943 começará a utilizar a mediunidade do abnegado médium uma nova entidade espiritual que assinará as suas mensagens com o nome André Luiz.

Quem não conhece, mesmo aqui em Portugal, a quadra:

Não se irrite. SORRIA Não critique. AUXILIE
Não grite. CONVERSE Não acuse. AMPARE

André Luiz é o pseudônimo utilizado por um espírito que foi médico e cientista na sua última existência e que desencarnou numa clínica do Rio de Janeiro pelo início da década de trinta. É considerado o verdadeiro repórter de além-túmulo. Relata-nos numa séria de 11 livros a experiência do seu passamento, as dificuldades iniciais, o reencontro com familiares e conhecidos que o precederam na partida para o plano espiritual a observação e as expedições de estudo junto de Espíritos de elevada evolução. Esses relatos começam com o já célebre, livro NOSSO LAR (nome duma cidade do plano espiritual), hoje traduzido em vários idiomas, entre eles o Japonês e o Esperanto e que já vai na 40ª edição em Português, com 800.000 exemplares editados até hoje. Obra que também iria causar e ainda causa certa polêmica. Nessa série de reportagens a alma humana é profundamente escalpelizada, e onde se confirma na prática os ensinamentos que Jesus nos legou há dois milênios atrás e que Kardec relembra e amplia tão bem sob orientação do Espírito de Verdade. Um dia, no futuro, os médicos, os psicólogos, os sociólogos, etc., ficarão admirados pela sabedoria neles contida, que já no século XX se encontrava no Planeta, apontando diretrizes segura para a felicidade e paz entre os homens.
A obra monumental de Chico Xavier que se considera, segundo suas próprias palavras: um servidor humilde -- humilde no sentido da desvalia pessoal , jamais serviu para beneficiar materialmente a sua pessoa. Todos os direitos autorais foram cedidos graciosamente a instituições espíritas, nomeadamente à Federação Espírita Brasileira, e a instituições de solidariedade social. Quando as autoridades públicas lhe concedem títulos de cidadania (mais de cem já lhe foram concedidos) diz que o mérito não é para ela mas para os Espíritos e sobretudo para a Doutrina Espírita que revive os ensinamentos de Jesus na sua plenitude e que ele não passa de um poste obscuro para a colocação do aviso de que a Doutrina Espírita foi premiada com essas considerações públicas .
Há que registrar também que várias centenas de instituições de solidariedade social forma criadas e inspiradas no seu exemplo e obra: orfanatos, escolas para os pobres, lares de deficientes, sopas dos pobres, campanhas do quilo, ambulatórios médicos, alfabetização de adultos, bibliotecas, etc., etc.
Antes de encerrarmos estas notas gostaríamos de registrar ainda o seu ponto de vista em relação às outras doutrinas, filosofias e ideologias, aliás que são o do próprio Espiritismo, mas passemos-lhe novamente a palavra:
Nosso amigo espiritual, Emmanuel, nos aconselha a respeitar crenças, preconceitos, pontos de vista e normas de quaisquer criaturas que não pensem como nós, mas adverte-nos que temos deveres intransferíveis para com a Doutrina Espírita e que precisamos guardar-lhe a limpidez e a simplicidade com dedicação sem intransigências e zelo sem fanatismo.
Estes são alguns dos traços biobibliográficos desse abnegado benfeitor que renunciou a tudo para que o mundo seja um pouco melhor e que dá pelo nome simples de Chico Xavier.


Bibliografia
BACCELLI, CARLOS A. -- Chico Xavier, mediunidade e coração. 1ª edição, IDEAL, São Paulo, 1985
BARBOSA, ELIAS -- No mundo de Chico Xavier . 2ª edição IDE, Araras, 1975
BARBOSA, ELIAS -- Presença de Chico Xavier. 2ª edição IDE, Araras, 1983
GENTILE, SALVADOR e HÉRCIO MARCOS CINTRA ARANTES (organizadores e compiladores de entrevistas) -- Entrevistas. 2ª edição IDE, Araras, 1975
GENTILE, SALVADOR e HÉRCIO MARCOS CINTRA ARANTES (organizadores e compiladores de entrevistas) -- A terra e o semeador. 5ª edição IDE, Araras, 1983
IBSEN, STIG ROLAND e EDITH NOBREGA CANTO IBSEN (organizadores) -- Catálogo geral das 100 obras de Francisco Cândido Xavier. São Paulo, 1970
TAVARES, CLOVIS -- Trinta anos com Chico Xavier. 2ª edição IDE, Araras, 1982
XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO (ESPÍRITOS DIVERSOS) -- Parnaso de Além-Túmulo. 10ª edição, FEB, Rio de Janeiro, 1978